Friday, January 26, 2007

Viva a Vida

É... Eu sinto falta de gente assim. Que sente. E muito e tanto, que comunica a dor e o encanto com a mesma leveza de ser. Eu sou. Tu és. Pois assim caminhemos nús de coisa qualquer que não verdade. Aquela que despe de forma ímpar, limpa e acalma a alma de qualquer sonhador. Que sou. E que és. Senhores do destino, quando traçado e não alienado por maiores, pormenores magnificados por lentes distorcidas, olhos de quem não quer ver Vida. Sim. Vida. Ela grita. Nos chama. Clama. Por simplesmente ser... Vivida.

Thursday, January 18, 2007

Amor à 10 Por Hora. Pra Que Acelerar?

Quando eu o ví não disparou... Quando me despedi nem apertou... Mas talvez quando o coração dispara demais ou quando aperta demais seja difícil encontrar a paz que encontrei...

A calma sempre me pareceu um certo descaso, uma falta de interesse mesmo. Achava que o amor tinha que vir em avalanche, mas descobri, que como tal, não deixa sobreviventes. Pois essas paixões avassaladoras, aquelas que nos enlouquecem, que ocupam todo o HD, em que presente, passado e futuro personificam-se em um mesmo indivíduo, são cansativas demais. Muito desgastantes e por vezes perturbadoras. Pronto. Falei. Parece um pouco uma desculpa de quem vive o amor morno sem altos e baixos, mas quer saber? Ladeiras e morros cansam demais. Fico com o amor de uma planície, andando reto, mantendo ritmo e fôlego. O amor certo, que tem via de mão dupla, em que a balança se equilibra, e em que... ok... talvez... não se veja fogos de artifício. Mas de novo: Quer saber? Já passei muito reveillon em Copacabana. E depois de dez minutos daquelas explosões, caminha-se no meio da multidão anônima procurando algo, alguém, uma razão... ou em última instância o conforto de sua casa. Pois é isso, esse amor sereno que lhes conto é como uma casa aconchegante, em que se quer montar com carinho, cuidar com atenção. E o mais importante: Nunca se mudar!!!!! Pense nisso.

Friday, December 22, 2006

Rotina

Toca o despertador. Abro os olhos. Nao acordo. Os esfrego. Desperto. Tomo um café. Abro a janela. Sinto o sol. Esquenta. Me atraso. Ligo pro chefe. Entro no carro. Mais um dia. Outro dia.
E foi quando o trânsito virou escultura urbana, que virou poeira.
Quando uma briga virou dança contemporânea em língua estrangeira.
O pobre virou rico comprando besteira.
E o descrente confiou, até bateu na madeira.
E foi assim que me senti liberta, ainda que sua prisioneira...

Tuesday, December 12, 2006

Hoje celebro a criação. Mesmo que baseada em falta de idéias: O Conto em que não Conto...

Se encontrava sem forma, uma pedra a lapidar mesmo. Aguardava uma espécie de revelação, sem saber que alguns mistérios simplesmente são. Acordou como todos os dias, demorando, olhos lacrimejando como que limpando sua visão para que cristalina, enxergasse a realidade melhor. Fez seu café amargo, na tentativa de acordar seus sentidos bruscamente, colocou qualquer roupa decente e caminhou com a mesma falta de confiança que lhe era tão familiar. Mas ao sair de casa, ao pisar seus sapatos machucados pela rotina se depararia com o que seria o primeiro dia do resto de sua vida.
Carlos, conhecido como Leitão, menos por sua forma física do que por sua pele rosada e risada nervosa que causava o embaraçoso som de ronc ronc, determinante para seu famoso parentesco com suínos. Não gostava do apelido, é claro, mas qualquer tipo de atenção era melhor do que nada. Sim. Esse é Carlos. Falta de auto estima corrompia suas entranhas. Trabalhava num daqueles trabalhos em que ninguém se interessa, que não gera papo em roda nenhuma. Nunca fez parte de círculo algum. Esportes? Problemas crônicos em seu joelho. Cartas? Problema ético com o vício da jogatina. Cervejinha pós trabalho? Fígado ruim. Nada o interessava, nenhuma atividade prendia sua atenção por tempo suficiente para que estabelecesse qualquer tipo de relação que fosse além dos cumprimentos coordenados pelo sol ou ausência de tal. Bom dia... Boa noite...
E o dias passavam, muitas folhas de calendários rasgadas mas poucas memórias nelas guardadas.

Monday, December 4, 2006

Felicidade é Arte....

Tanto tempo tem, quanto tempo faz.....

Ando com confiança, exibo o sorriso de quem entende felicidade.

Tanto tempo tem, quanto tempo faz....

Sinto o vento secando o meu rosto molhado pela água do mar.
Sim, mergulhei. Lavei a alma três vezes hoje. Yemanjá bem me notou.

Tanto tempo tem, quanto tempo faz...

Escrevo dançando com as palavras. Escrever é ritmo. Sigo sapateando as teclas me deliciando com o nascimento de frases que se encaixam. Que façam sentido ou que o percam completamente. Sejam bem vindas.

Tanto tempo tem, quanto tempo faz...

Ando pelos quatro cantos do mundo. Meu pensamento voa longe. E eu o espero. Com flores e ansiedade pelas estórias que ainda irei contar.

Tanto tempo tem, quanto tempo faz...

No silêncio encontro paz. Em músicas espanholas encontro paz. Nas ruas inclinadas em que chego ao topo do mundo encontro paz.

Tanto tempo tem, quanto tempo faz....

Continuo aprendendo que a vida nada mais é que uma soma de momentos bons que dividimos com eles, com elas, diminuindo o sofrimento e angústia que multiplicamos pela falta de compreensão de que tudo passa. E que não percamos de vista a proximidade de nossos corações. Somos um. Desejamos o mesmo. Com diferentes formas. Dores pinceladas em diferentes tons. Alegrias em diferentes passos.
Arte estimula. Arte alimenta. Talvez seja o caminho...

Tuesday, November 28, 2006

Boom


Naquele momento nos reconhecemos. A troca de olhares através do vidro rebaixado do carro era a promessa de uma noite que iria acontecer. Entre conversas e drinks divididos, ele dizia "Não bebo, mas posso dividir com você?", eu dizia, "É claro, toma aqui...". Nos misturamos.
Em meio a muitos diálogos e olhares a festa ao redor desaparecia. E foi assim que resolvemos subir, deixando para trás o burburinho. Subimos. Subimos todos os degraus que haviam a ser subidos. Silêncio. Troca. Nos beijamos. No fundo a forte chuva reforçava a sensação de algo mágico que se construía. Era a guardiã de nossa torre. E por lá ficamos. E nos bastávamos. A festa alguns níveis abaixo acontecia, mas de nós ninguém sabia... Com tanta chuva não poderíamos ir embora, mas não importava. Ficamos abraçados. Até adormecemos. Dois fantasmas acorrentados. Mas não queríamos ser salvos.
Nos dias que se seguiram éramos um. Ele dizia que adorava o jeito como eu o olhava e eu entendia. Em meio a Contos, Livros, Filmes, Músicas. Em meio a quem sou quem você é a notícia de um asteróide nos arrebata. Trinta e um anos e boom, ele dizia. Falemos tudo. Não escondamos nada. Nos conhecíamos à galope. Interesse mútuo que não cabia no agora, se extendia à Nossa Zelândia...
Contos, Livros, Filmes, Músicas.
Ele alimentava a minha criatividade, a inspiração à flor da pele. Uma conexão dada em outro nível. Profundo...
Mas num belo domingo, o pneu furou. A chuva caiu, e já não era mais tão bela quanto à que foi testemunha de nosso primeiro beijo. Uma sucessão de casualidades mal interpretada. Amarramos todos os eventos soltos, com as nossas próprias mãos. E nos estranhamos. Ele estava lá e eu cá.
Contos, Livros, Filmes, Músicas.
Mas dois estranhos em seu quarto. Volto pra casa. Meu olhar sobre a janela rebaixada do carro encontrava o vazio, procurando compreender o incompreensível. 91052585, Caio? Em respeito ao asteróide, eu dizia, fiel à premissa de que falaríamos tudo. Falei. Certo ou errado, falei. A partir daí racionalizamos o que era sentimento. Responsabilizamos a nossa conexão como causadora de atos desconexos, e nos desconectamos, sem nexo. Brincamos de maestros, harmonizando elementos isolados como parte de uma mesma canção. Mas logo nós?
Contos, Livros, Filmes, Músicas.
Sem você...

Monday, November 27, 2006

Retorno de Saturno???

Saturno é um planeta do Sistema Solar com uma órbita localizada entre as órbitas de Júpiter e Urano. É o segundo maior dos planetas gigantes do sistema solar e o 6º na ordem das distâncias ao Sol, mas o de menor densidade, tanto que se um oceano grande o bastante existisse, Saturno flutuaria nele. O movimento de rotação em volta do seu eixo demora cerca de 10,5 horas, e cada revolução ao redor do Sol leva cerca de 30 anos. Tem um número elevado de satélites, 56 descobertos até então, dos quais 35 possuem nomes, e está cercado por um complexo de anéis concêntricos, composto por dezenas de anéis individuais separados por intervalos, estando o mais exterior destes situado a 138 000 km do centro do planeta.

Sei o que muitos estão pensando nesse exato momento, ok...ok...mas... e eu com isso??
Bem, para aqueles que ainda não conhecem, gostaria de introduzí-los a esse interessante fenômeno astrológico conhecido como "O Retorno de Saturno". Como não sou astróloga farei minhas as palavras de Skye Alexander, as quais traduzirei do inglês para a nossa língua, pois foi através desse mesmo texto que tomei conhecimento de tal assunto. "Muitos de nós, nos aproximamos dos 30 anos com ansiedade e mesmo medo. Começamos a procurar os primeiros cabelos brancos e a prestar mais atenção ao anúncios de cremes contra rugas. Nos questionamos se estamos subindo em nossas carreiras rápido o suficiente. Escutamos o nosso relógio biológico cada vez mais alto e ponderamos se em breve estaremos muito velhos para conceber nossos filhos. Astrólogos chamam esse período entre os 28 e os 30 anos de Retorno de Saturno. Isso é porque é a primeira vez em que o planeta Saturno se posicionará no mesmo local em que ele estava no momento de nascimento da pessoa e iniciará uma nova volta em torno do zodíaco." Astrólogo internacionalmente respeitado, Rob Hand, considera esse período uma das mais importantes fases de nossas vidas, uma fase de fins e novos começos. Para muitos de nós, encerrar uma fase a qual nos é familiar e embarcar em uma nova e ainda não experimentada pode ser inquietante, e por muitas vezes doloroso. Poucas pessoas descrevem esse período como agradável... Enquanto passando pelo seu Retorno de Saturno você pode se encontrar fechado em si mesmo, refletindo sobre seu destino individual. Começa a examinar suas verdadeiras necessidades e o papel que deseja ter nesse mundo. Você pode se sentir sozinho e alienado dos que estão à sua volta, enquanto família e amigos sentem que você está os deixando de fora. Mas esse é um necessário período de consolidação, em que você deve se preservar das distrações do mundo exterior e focar-se em si mesmo, em seu nível mais fundamental. O Retorno de Saturno é nossa busca individual ao Cálice Sagrado.
Para aqueles que se interessarem em ler o texto na íntegra: http://www.newage-directory.com/saturn.html